Os filhos unigenitos






Somos filhos unigênitos como Jesus. Vejamos o porquê. Filho unigênito significa filho único gerado do tipo. Acompanhe nas Sagradas Escrituras:

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do pai, cheio de graça e de verdade." João 1:14 

O conceito de filho unigênito não é somente aplicado a Jesus. Sobre isso veja outras referências:

"E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito" Zacarias 12:10 


Esta referencia aponta para Cristo mas não cita "o unigênito" mas a expressão generalizadora "um unigênito" com o intuito de exemplificar a forma como pratearão por ele (Cristo), "como quem pranteia por um unigênito". A expressão "um unigênito", por ser indefinida, pode ser aplicada a outras pessoas. Ora em Israel no tempo de Zacarias haviam filhos unigênitos, e no nosso tempo também há. A expressão "filho unigênito" não é exclusiva a Jesus. Vamos ver outra comprovação disso, agora no Novo Testamento.

"Por fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi tentado, (provado) e aquele que tinha recebido as promessas ofereceu o seu unigênito." Hebreus 11:17 

Isaque era o unigênito de Abraão. Jesus nunca foi o "único" unigênito da Bíblia e nem da História.

Vamos voltar aos escritos do Apóstolo João. Cinco vezes ele escreve sobre o unigênito: Jo 1.14, Jo 1.18, Jo 3.16, Jo 3.18, 1 Jo 4.9. Desta forma, apoiado pelo Antigo Testamento, João consolida a doutrina do filho unigênito. Mas à luz de Zacarias e Hebreus compreendemos melhor esta doutrina.

Muitos pensam que não podemos ser filhos unigênitos porque isso entraria em contradição com a doutrina da adoção de Paulo. Acompanhe:

"para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos." Gálatas 4:5

"e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade" Efésios 1:5

A Nova tradução na Linguagem de Hoje em nenhuma das referencias (Rm 8.15, 23; Gl 4.5, Ef 1.5) versa sobre filho adotivos, aplicando simplesmente a expressão "filhos". Para não contrariar as traduções, de fato, considero, não deixamos de ser filhos adotivos, segundo a carne, mas segundo o Espírito, somos unigênitos e isto está baseado em 10 princípios básicos:

  1. Identidade: Somos únicos e temos uma identidade única 
  2. Individualidade: somos indivíduos a parte; 
  3. Singularidade: Somos exclusivos e diferentes uns dos outros; 
  4. Familiaridade: Somos todos da família de Deus; 
  5. Sanguinidade: Somos unidos pelo mesmo Sangue; 
  6. Igualdade de paternidade: Somos filhos do mesmo Pai; 
  7. Igualdade de filiação: Somos, espiritualmente, irmãos legítimos de Jesus; 
  8. Semelhança de geração: Nascemos da água e do Espírito semelhantemente a Jesus; 
  9. Semelhança de morte: Morremos com Cristo; 
  10. Semelhança de ressurreição: Ressuscitamos com Cristo. 
Seria muito conveniente fundamentar todas estas verdades e explicá-las uma a uma, mas não é esse o meu objetivo neste curto estudo. Esse será o seu desafio.

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam." João 5:39

Finalizo, com a seguinte consideração: não é tão relevante classificarmos e subclassificarmos a Doutrina da filiação a Deus Pai. Segundo o instrumento desta revelação, João, lanço o entendimento do sábio ancião: Ou somos filhos de Deus, simplesmente filhos, ou se é filhos do diabo:

"Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo." 
1 João 3:10 

De quem você é filho?




Autor: Gabriel Francisco da Silva Bezerra
30 de dezembro de 2017